Palavras ao vento…

Sobre Família e Amigos

 Passei uma semana e um final de semana repensando coisas da minha vida… Alguns aspectos…  Confesso que outro já me cansou reavaliar e deixo ao encargo do tempo a solução dos entremeios.

Mas fiquei imaginando, principalmente, no que se resumem as relações sociais mais básicas. Aquelas cujos intercâmbios se fazem com a família e com os amigos. A que grau essas relações se resumem?

É certo que em tempos atrás as relações familiares eram regidas por um tipo de respeito cujos elementos mais sublimes foram se perdendo com o tempo. Antes escutávamos mais do que falávamos; Abaixávamos a cabeça para levar aquela bronca; Obedecíamos; Tínhamos um medo que muitas vezes nos impedia de fazer algo errado e até mesmo de correrem certos riscos.

Muitas dessas atitudes limitaram algumas gerações, mas outras, com toda certeza, ajudaram a formar homens e mulheres que, até hoje, são exemplos de luta, educação, dignidade, humildade, criatividade e trabalho.

Todas as gerações tiveram e terão suas “ovelhas negras”, mas até a malandragem era amena. Hoje ela chega ao ponto de ferir e matar inocentes.

E o que dizer das amizades?

O significado da palavra é tão difícil que vou procurar fazer um esforço de interpretação para deixar claro o que eu acho e sinto sobre esse assunto.

Para mim, são poucos os que conhecem o verdadeiro significado da Amizade. Porque ela carrega em si um traço de sensibilidade que, em tempos atuais, muitos perderam.

O mundo atual fragmentou e fragilizou as relações humanas transformando a Amizade num mero contato casual ou cotidiano sem grandes conseqüências para a formação humana, quando na verdade SER AMIGO e TER AMIGOS são fundamentais para o pleno desenvolvimento do caráter, do sentimento de comunhão, da solidariedade em todos os níveis, portanto, das relações humanas.

Nas verdadeiras relações de amizade há um amor que vai muito mais além daquilo que se conhece por amor atualmente. Não é um sentimento de um homem para com uma mulher e vive-versa. É algo muito mais grandioso que não se mensura idade, sexo, religião ou qualquer aspecto balizador.

A Amizade é regada por valores profundos que rompem barreiras sociais.

É difícil pensar assim. Porque encontramos poucas pessoas que consideram esses aspectos importantes. Isso é tão verdade que podemos contar nos dedos a quantidade de amigos com essas qualidades que possuímos… Quando possuímos…

 Aprendi muitas coisas sobre isso nos últimos anos e confesso que ainda possuo muitas dúvidas e medos. Mas o que me deixa forte e confiante em muitos momentos, por outro lado, é conhecer pessoas dispostas a mostrar que esses verdadeiros valores existem. Pessoas dispostas a ajudar, doar seu tempo e, principalmente, escutar. Como é bom saber que existem pessoas na minha vida que me impulsionam a olhar para frente e a buscar meus objetivos… Pessoas que se importam… Amigos que verdadeiramente me amam. Não são muitos porque é impossível… Mas por não serem muitos é mais intenso… Isso é bom!

Tendo isso em minha vida eu também aprendi muito. Aprendi que não é dando que se recebe… Aprendi que recebendo se aprende a ser melhor e eu estou tentando ser…

Gostaria de ficar aqui digitando meus pensamentos… Mas o dever me chama… Terei outros momentos para colocar meus pensamentos aqui… E agradeço quem tem a paciência de ler.

Só posso dizer que muitas outras coisas deveriam estar aqui, mas vou projetar em poucas palavras o que eu acho que faltou…

Defender e ser defendido;

Abraçar e ser abraçado;

Contar piada ruim e rirem;

Escutar piada ruim e rir;

Proteger e ser protegido;

Compreender e ser compreendido;

Estimular e ser estimulado;

Dar e receber um ombro;

Falar e escutar;

Escutar e falar;

Chorar;

Sorrir;

Amar…

Obs: se faltou alguma coisa nós completamos.

Fabiana Scoleso

 

Disseram que eu não podia…

Disseram que eu não podia voar… Eu voei!

Disseram que eu não podia vencer… Eu venci!

Disseram que eu não sabia fazer… Eu fiz!

Disseram que eu não sabia nada… Concluí que sabia um pouco…

Nunca acreditei nas mentiras escancaradas nem nas veladas.

Eu sempre desconfiei do Não e sempre busquei o talvez… Na dúvida eu tentei.

Fracassei algumas vezes, mas venci outras tantas.

E no processo de humanização me perdi. Fiquei em dúvida, fechei os olhos e, quando reabri, olhei para frente na linha do horizonte… Cabeça erguida!

E para o passado eu não dei as costas, dei os ouvidos… Escutei o coração e a razão, meu pai e minha mãe e, muitas vezes, o silêncio.

O silêncio me deu a oportunidade de escutar a mim mesma… E eu fui me encontrando e tendo a certeza de tudo o que sou e de tudo que poderei ser.

Eu errei também… Com coisas, com pessoas. Mas o que deixa mais triste é ter me enganado com amigos. Aqueles… Os supostos eram, na verdade, os que me derrubavam.

Amigo não derruba. De duas, uma: ou ele te levanta, ou ele, por solidariedade, se posiciona no mesmo nível em que você está. Eu encontrei bons amigos. Se tiver, cuide. Se perder, lamente profundamente!

Os mais novos não entendem isso. Mas isso é coisa que se aprende com a idade.

Não tenho tudo que quero, mas tenho tudo o que sou e pra mim basta!

Hoje sou aquela que reflete sobre tudo que se apresenta contraditório, autocrático e unilateral.

Desconfio em primeiro lugar e busco conhecer, aprender e discutir sempre.

E de tanto dizerem não, um dia, eles tiveram que dizer sim!

Não foi da noite para o dia. Muitos invernos e primaveras se passaram.

Mas em alguns outonos e verões eu fui feliz.

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